
Dados do Mapa de Inadimplência da Serasa, referentes a março de 2026 e divulgados por plataformas de análise estatística, mostram que o Acre registrou 47,1% da população adulta inadimplente — o menor percentual entre os estados da Região Norte. No mesmo levantamento, o Amapá aparece com o maior índice, de 65,1%, evidenciando a desigualdade regional no nível de endividamento das famílias.
No recorte regional, o desempenho do Acre se destaca frente a estados vizinhos com taxas mais elevadas, como Amazonas (60,1%) e Rondônia (53,4%). Embora o percentual ainda represente quase metade da população adulta, o cenário indica uma pressão menor em comparação ao restante da região, onde grande parte dos estados supera os 50%.
A análise dos dados, com base em informações da própria Serasa, aponta influência direta de políticas públicas de renda e crédito. Programas federais de transferência de renda e iniciativas de renegociação de dívidas têm contribuído para manter o consumo básico e reduzir a inadimplência estrutural, sobretudo em estados com menor dinamismo econômico.

No Acre, ações locais também reforçam esse quadro. Medidas voltadas à educação financeira, o fortalecimento de órgãos de defesa do consumidor e a realização de mutirões de renegociação ampliam as oportunidades de regularização de débitos. Esse conjunto de estratégias ajuda a conter o avanço do superendividamento e a preservar parte da capacidade de consumo das famílias.
Apesar do desempenho relativamente mais favorável na região, o índice de 47,1% ainda representa um desafio significativo. O cenário reforça a necessidade de continuidade de políticas voltadas ao crédito responsável e à geração de renda, para evitar o aumento da inadimplência nos próximos meses.




