
O Acre aparece na 12ª colocação entre os estados brasileiros que mais evoluíram no pilar de infraestrutura entre 2023 e 2025, segundo levantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública no Ranking de Competitividade dos Estados. O resultado coloca o estado à frente de unidades federativas tradicionalmente mais estruturadas em logística e investimentos, como Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás e Amazonas.
O estudo do CLP avalia o avanço de cada estado em relação ao próprio desempenho nos últimos três anos, e não apenas a posição absoluta no ranking nacional. Nesse cenário, o Acre se destaca entre os estados da Região Norte, ficando atrás apenas de Rondônia entre os estados amazônicos analisados.
De acordo com a imagem divulgada pelo levantamento, os maiores avanços do país foram registrados por Sergipe e Ceará, empatados na liderança, seguidos por Piauí, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Acre integra o grupo intermediário superior do ranking, com desempenho acima da média nacional em indicadores ligados à infraestrutura.
O resultado ganha relevância diante das dificuldades estruturais históricas enfrentadas pelo estado. O Acre convive há décadas com limitações logísticas provocadas pelo isolamento geográfico, pela forte dependência da BR-364 e pelas dificuldades de integração econômica com os principais centros do país.
Mesmo diante desse cenário, o levantamento indica que investimentos recentes em conectividade digital, ampliação da cobertura de internet, melhorias no setor energético e recuperação de trechos rodoviários começam a refletir nos indicadores de competitividade.
Na comparação regional, o Acre aparece na 12ª posição em evolução da infraestrutura, enquanto o Amazonas ocupa o 24º lugar e o Amapá aparece na 26ª e última colocação do ranking.
Apesar do avanço, os desafios históricos ainda persistem. O estado continua enfrentando problemas relacionados à precariedade das estradas, elevado custo logístico, baixa cobertura de saneamento e limitações no transporte de cargas, fatores que seguem impactando a competitividade econômica.
Ainda assim, o estudo do CLP aponta uma mudança de trajetória. Em vez de estagnação, o Acre passa a demonstrar evolução consistente em um dos pilares mais estratégicos para o desenvolvimento regional: a infraestrutura.




