
Uma denúncia anônima, remetida à Ouvidoria-Geral do Ministério Público do Acre (MPAC), motivou a abertura de uma investigação contra o prefeito de Jordão, Naudo Ribeiro (PP). O órgão quer saber se o crescimento do patrimônio é compatível com a remuneração do cargo. Atualmente, o gestor recebe R$ 18.500 por mês. O reajuste foi definido por uma lei sancionada por ele próprio, em outubro de 2024, que é válida para o mandato de 2025 a 2028.
De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ribeiro declarou R$ 380 mil em bens quando concorreu à prefeitura pela primeira vez, em 2020, ainda filiado ao PDT. Na ocasião, ele informou possuir um imóvel misto de madeira e alvenaria, avaliada em R$ 80 mil, uma panificadora com loja de conveniência, no valor de R$ 100 mil, e um terreno urbano em Vilhena (RO), estimado em R$ 200 mll.

No ano passado, ao tentar a reeleição, o prefeito declarou patrimônio de R$ 931 mil. A nova lista inclui uma área rural de mil hectares com casa mista, dois terrenos – sendo um em Jordão e outro em Rondônia -, um prédio comercial e um automóvel HB20, fabricado em 2013.
Após a denúncia, a Promotoria de Justiça Cível de Tarauaca instaurou um procedimento preliminar para reunir documentos e apurar os fatos. O processo foi classificado como “estelionato e outras fraudes” e ainda está em fase inicial. Caso sejam identificadas irregularidades, caberá representação judicial contra o prefeito.
Reprodução: Folha do Acre




