
O Acre registrou 27 mortes violentas intencionais nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, segundo dados do Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI) do Ministério Público do Estado (MPAC). O número representa aumento em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 25 vítimas.
Em 2026, fevereiro concentrou o maior número de casos, com 15 mortes, enquanto janeiro registrou 12 ocorrências. Já em 2025, o cenário foi inverso: janeiro teve 15 mortes e fevereiro 10.
Os dados também mostram a distribuição das ocorrências por região. As 1ª Regional (Capital + Bujari), 4ª Regional (Juruá) e 8ª Regional (Alto Acre) lideram com 5 mortes cada, representando 18,52% do total, cada uma. Em seguida aparecem a 2ª Regional (Capital) e a 7ª Regional (Baixo Acre), com 3 casos cada (11,11%). As demais regionais registraram 2 mortes cada.
Entre os municípios, Rio Branco concentra o maior número de vítimas, com 8 registros, o equivalente a 29,63% do total no estado. Na sequência aparecem Acrelândia, Epitaciolândia, Mâncio Lima, Porto Walter, Sena Madureira e Xapuri, todos com 2 casos cada.
Outros municípios como Brasiléia, Bujari, Cruzeiro do Sul, Feijó, Porto Acre, Senador Guiomard e Tarauacá registraram 1 morte cada no período analisado.
A maior parte das mortes ocorreu no interior do estado, que concentra 19 casos, enquanto a capital soma 8 registros.
Os dados também indicam que 15 ocorrências (55,56%) foram registradas em áreas fora da faixa de fronteira, enquanto 12 casos (44,44%) ocorreram em municípios localizados na faixa de fronteira.
O painel do MPAC reúne informações sobre mortes violentas intencionais, incluindo homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, e é utilizado para monitoramento e análise da criminalidade no estado.
Fonte/ Agazeta do Acre




