
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) oficializou a condenação do ex-governador do Acre, Gladson Cameli, em um dos processos de maior repercussão política da história recente do estado.
Com a publicação do acórdão do julgamento concluído no início de maio, a Justiça consolida não apenas a pena aplicada ao ex-chefe do Executivo, mas também os efeitos políticos da decisão, incluindo a inelegibilidade decorrente da condenação criminal por órgão colegiado.
O acórdão confirma a condenação de Gladson Cameli pelos crimes de peculato-desvio, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, no âmbito das investigações da Operação Ptolomeu, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. A Corte Especial do STJ fixou pena de 25 anos e nove meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de multa e do ressarcimento aos cofres públicos.
Na decisão, os ministros também determinaram a perda do cargo de governador do Estado do Acre, embora Gladson já não esteja mais no exercício do mandato. Politicamente, o principal impacto da condenação está nos efeitos eleitorais: com a confirmação da sentença por um órgão colegiado, o ex-governador passa a se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa.




