Acre teve cerca de 180 mortes violentas em 2025 e feminicídio dispara, aponta levantamento

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O Acre encerrou 2025 com 179 mortes violentas intencionais, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça na última terça-feira (20). O quantitativo atual repete o mesmo número registrado em 2024 pelo Anuário da Violência e indica estabilidade no total de assassinatos no estado. 

Ainda de acordo com o Ministério, a taxa de mortes violentas foi de 20,24 por 100 mil habitantes. Esse indicador é usado para comparar a violência entre estados com populações diferentes e mostra que o Acre também manteve, em 2025, um patamar semelhante ao do ano anterior, quando a taxa foi de 20,3.

Em 2025, o Acre se estabeleceu na26ª posição entre os estados com as maiores taxas do Brasil. Na região Norte, o estado fica atrás do Amapá, Pará, Amazonas e Rondônia. 

👉 Entram na conta como mortes violentas os casos de homicídios dolosos (quando há intenção de matar), feminicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte. Os dados são enviados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública ao governo federal, responsável pela divulgação.

Feminicídios cresceram em 2025

Na contramão da estabilidade observada no total de mortes violentas, os feminicídios aumentaram de e o estado teve a maior taxa do país em 2025

Foram registrados 14 casos no ano, o que representa um crescimento de 75% em relação a 2024, quando oito mulheres foram assassinadas em crimes motivados por violência de gênero. Relembre as vítimas aqui.

Com esse número, o estado voltou a alcançar o pico da série histórica dos últimos dez anos, repetindo os patamares registrados em 2016 e 2018. A taxa proporcional foi estimada em 1,58 feminicídio a cada 100 mil habitantes, a maior do país em 2025.

Desde 2015, o Acre contabilizou 122 feminicídios. A marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023, quando o acumulado da década chegou exatamente a cem casos. 

Em todo o país, 2025 foi o ano com mais feminicídios já registrados desde que a Lei do Feminicídio foi sancionada, em março de 2015.

Com informações do portal g1ac